sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Como prevenir dor orofaciais?

As chamadas Disfunções Têmporo-Mandibulares (DTMs) podem ser consideradas uma subdivisão das Dores Orofaciais e representam possivelmente o segundo lugar na responsabilidade pelas queixas dos pacientes. O termo DTM se relaciona a dores e/ou disfunções que envolvem a musculatura mastigatória, a articulação têmporo-mandibular (ATM) ou ambas.

Portadores das Disfunções Têmporo-Mandibulares (DTMs) podem sentir dores na face, dores de cabeça crônicas, dores no pescoço ou na própria ATM, cansaço facial ao acordar, desordens no aparelho mastigatório, tais como dificuldade para abrir, fechar ou movimentar a boca, travamento bucal durante a alimentação, dores de ouvido, ruídos ou zumbidos no

ouvido, entre outras manifestações. Diante dessa variedade de sinais e sintomas que podem estar presentes, muitas vezes o indivíduo portador de DTM procura profissionais de diversas áreas da Saúde em busca de um diagnóstico.

Alguns fatores podem estar associados às DTMs, entre os quais têm papel de destaque o apertamento dentário ou o ranger dos dentes, conhecido como bruxismo. Hábitos nocivos, não fisiológicos, como morder objetos e roer unhas também podem ser fatores de risco para o desenvolvimento do quadro. Anormalidades no encaixe dos dentes (má oclusão), má postura corporal, fatores emocionais, alterações psicológicas ou psiquiátricas podem também estar relacionados às DTMs, que são, portanto, de interesse multidisciplinar e inclusive multiprofissional (Odontologia, Medicina, Fisioterapia, Psicologia).

O conhecimento dos fatores mencionados permite ações preventivas de correção, no intuito de evitar o risco de desenvolvimento do problema. Como exemplo na área Odontológica, podemos citar a importância da realização de tratamentos odontológicos reabilitadores, que visem corrigir problemas dentários. Restaurações com anatomia inadequada, desgastadas ou fraturadas, muitas vezes precisam ser substituídas para devolução da harmonia na mordida. A perda de um único dente, seja por qual motivo for - infecção, trauma, fratura - pode ser suficiente para alterar o equilíbrio do sistema mastigatório e desencadear problemas.

A reposição do dente perdido por meio de implantes dentários ou próteses é o caminho certo sob o ponto de vista preventivo, antes que a falta do dente gere inclinações dos dentes vizinhos e/ou deslocamento dos dentes antagonistas e consequente desordem do sistema mastigatório. Tratamentos ortodônticos que corrijam a oclusão, cirurgias faciais para correção de deformidades dento-faciais são outros exemplos de tratamentos que podem ser realizados.

O tratamento da Dor Orofacial e da DTM varia de acordo com o tipo de problema e sua complexidade. Um profissional experiente e habilitado a realizar um correto diagnóstico será capaz de conduzir o tratamento adequado, que pode envolver o uso de aparelhos bucais miorrelaxantes, métodos de terapia física (calor, ultrassom, tens, laserterapia), acupuntura, uso de medicamentos, reeducação postural, cirurgias. Enfim, uma análise criteriosa do quadro apresentado, por meio de exame clínico, histórico detalhado obtido pelo relato do paciente, exames complementares que possam colaborar para o diagnóstico, permitirão ao profissional definir a estratégia de tratamento.

Diante da complexidade do tema, acreditamos que mudanças de hábitos orientadas por profissionais capacitados são exemplos de medidas preventivas eficazes que podem ser adotadas pela população, visando uma melhor qualidade de vida, livre de dor!



Fonte: Fisioterapia.com

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Como perceber os sinais da TENDINITE

O pneu do carro está gasto. O motorista troca o pneu. O alarme de casa dispara. O morador vai verificar o que está acontecendo. As pessoas sabem o que fazer quando recebem um alerta, mas isso só funciona para as coisas. Quando o braço,  punho ou  ombro começam a doer o mais comum é que as pessoas ignorem o sinal até que ele se transforme em um diagnóstico: tendinite. E uma vez instalada, a doença torna-se difícil de tratar e, muitas vezes, reincidente.

Apesar do quadro desanimador, da disciplina necessária para lidar com o problema, a tendinite não é imbatível. Tem cura, claro que tem.

É a luta do mais fraco com o mais forte. Se eu der um soco na parede, provavelmente, vou quebrar minha mão. Se a minha mão não for mais forte que a parede nunca vou quebrar a parede. Cada pessoa possui uma necessidade diferente no que diz respeito à prevenção e tratamento da tendinite e fatores como a profissão e o biótipo influenciam nesta matemática. É necessário adaptar o tendão para suportar o ritmo de trabalho de cada um. Alguém que digita 500 palavras por minuto precisa fazer uma musculação, alongar para deixar o tendão mais forte e assim suportar esse ritmo.

A recomendação deve-se ao fato de que a tendinite nada mais é que uma sobrecarga dos tendões, estrutura que une o músculo ao osso. Uma inflamação que está muito relacionada ao trabalho e que pode acometer qualquer parte do corpo, mas que é mais recorrente nos ombros, punhos, cotovelo, joelho e tornozelo. Pessoas que trabalham com computador devem ficar atentas, pois os movimentos relacionados à digitação podem propiciar o aparecimento de uma tendinite em longo prazo, mas toda atividade que envolve movimento pode provocar uma sobrecarga no tendão.

Algumas empresas já fazem um trabalho de ergonomia a fim de evitar lesões como a tendinite, no entanto, o especialista do Hospital Villa-Lobos alerta que tais medidas não são suficientes. Hoje existe a orientação ergométrica, mas é um tempo muito pequeno, de dez, quinze minutos. Então isso é muito mais por burocracia, do que por necessidade física.

De acordo com o médico, o ideal é fazer o exercício de alongamento e fortalecimento do tendão por quarenta, cinquenta minutos, três vezes por semana. No caso de pessoas que sofrem com tendinites reincidentes, Bitun recomenda uma mudança de hábitos na rotina, principalmente no ambiente de trabalho. Caso contrário, o tendão vai sofrer outro estresse, o que vai acarretar um novo processo inflamatório, uma volta ao médico, ao tratamento com anti-inflamatórios e fisioterapia.

A prevenção continua sendo melhor do que qualquer medicamento ou receita e alerta para a importância de ouvir os sinais que o corpo dá. Ninguém que está dormindo e toca o alarme na casa dele, desliga o alarme e fala que está muito barulho, que quer dormir. Com a dor a primeira coisa que a gente faz é desligar o alarme do corpo. Fique atento.


Fonte: Fisioterapia.com